Feirão da Caixa tem 228 mil imóveis em 14 cidades

UOL

26/05/2017

Feirão da Caixa tem 228 mil imóveis em 14 cidades

O 13° Feirão Caixa da Casa Própria abre nesta sexta-feira (26) com a oferta de 228 mil imóveis novos e usados em todas as modalidades e linhas de crédito habitacional da Caixa Econômica Federal. O evento vai até 25 de junho em 14 cidades.

Neste fim de semana, o feirão acontece em São Paulo (SP), Rio de Janeiro (RJ), Campinas (SP), Belém (PA), Florianópolis (SC), Porto Alegre (RS), Belo Horizonte (MG), Recife (PE), Salvador (BA), Goiânia (GO) e Uberlândia (MG). O horário de atendimento é das 10h às 20h (sexta e sábado) e das 10h às 18h (domingo). No dia 23 de junho, chega às cidades de Brasília (DF), Curitiba (PR) e Fortaleza (CE). Os horários de atendimento são os mesmos.

Neste ano, a feira tem a participação de 548 construtoras, 261 correspondentes imobiliários e 185 imobiliárias. Em São Paulo, que terá a maior oferta de imóveis do evento, 81.879 unidades, o Feirão será realizado no Pavilhão de Exposições do Anhembi. Para consultar os demais endereços da feira, veja o site da Caixa (http://www.caixa.gov.br/feirao/Paginas/default.aspx#calendario).

Vale a pena aproveitar?

Para quem está procurando imóvel para comprar, o feirão facilita por reunir várias ofertas em um só lugar, mas especialistas recomendam cuidado.

Marcelo Prata, fundador dos sites Canal do Crédito e Resale, ambos especializados no mercado imobiliário, diz que muita gente tem a impressão de que o feirão é uma liquidação de imóveis. "Mas isso é ilusão, não necessariamente a pessoa vai pagar mais barato", diz. 

Ele diz que o feirão é interessante para quem já está há bastante tempo procurando imóvel, fez as contas de quanto pode gastar e sabe o tipo de empreendimento que procura. "Para esse tipo de comprador, pode ser a oportunidade de tomar a decisão", diz.

Mas para quem está só começando a procurar, Prata aconselha ir apenas para pesquisar. "Recomendo deixar cartão de crédito, cheque e documentos em casa para não se empolgar", diz. Marcelo Tapai, advogado especialista em direito imobiliário, concorda. Segundo ele, o ideal é não fechar negócio por impulso. "Mesmo que o imóvel pareça ser perfeito, com taxas e prazos bem acessíveis, é preciso refletir sobre a proposta e pesquisar para saber se está, de fato, fazendo uma compra segura e com o melhor custobenefício", adverte.

Veja 10 dicas dos especialistas para tirar o melhor proveito do evento:

1) Conheça sua situação financeira

Segundo Prata, a compra de um imóvel num país como o Brasil custa, em média, oito vezes a renda anual de uma família. Essa dívida irá comprometer o orçamento doméstico por até 35 anos. "É talvez a maior decisão financeira de uma família", diz. Por isso, não pode ser tomada sem muito planejamento financeiro. A prestação do financiamento deve comprometer no máximo 30% da renda da família, mas é aconselhável comprometer menos, para ter um fôlego financeiro.

2) Tenha uma reserva para emergência 

Tapai afirma que, antes de assinar contrato, é preciso ter uma reserva separada apenas para pagar as parcelas do financiamento, caso a pessoa fique desempregada. "Caso contrário, pode perder o que pagou e ter o imóvel leiloado", afirma. Outra dica, segundo Prata, é contratar um seguro para o caso de desemprego.

3) Não compre no mesmo dia

Nunca compre um imóvel no mesmo dia em que foi visitar o estande, recomendam os especialistas. Prata lembra que, pela situação econômica do país, a oferta de imóveis está maior que a demanda. "Não é porque não comprou no feirão que não vai conseguir comprar mais."

Segundo ele, há muitos imóveis para vender no mercado e, quem tem dinheiro para comprar, tem a oportunidade de fazer bons negócios. "Não existe oferta imperdível no mercado de novos. As ofertas imperdíveis costumam aparecer no mercado de imóveis usados, quando uma pessoa fica muito apertada e precisa vender a casa com urgência. Mas não é no feirão que você encontra isso", diz.

4) Simule o valor real do financiamento 

Quem vai comprar imóvel na planta deve se lembrar que o valor pelo qual o imóvel está sendo vendido não é o valor que vai pagar no final. "Os contratos são corrigidos pelo INCC (Índice Nacional da Construção Civil) até a entrega das chaves", diz Prata.

Ele diz que, na hora de fazer a simulação do financiamento, é preciso considerar este aumento. "Senão o comprador corre o risco de pagar o imóvel durante anos para a construtora e, quando chega a hora de pegar o financiamento, não consegue porque não tem renda suficiente. Aí vai ser uma briga na Justiça para devolver o imóvel para a construtora", diz. Outra saída, segundo ele, é financiar o imóvel com o banco desde o início.

5) Cuidado com os micos 

Nunca compre um imóvel sem conhecer antes. "Procure visitar a região do empreendimento antes e veja se aquele desconto, que parece ótimo, realmente é bom ou se não há outras promoções similares ou até melhores nas redondezas", diz Tapai.

Outra dica é verificar a localização da unidade dentro do condomínio. Segundo Tapai, imóveis em andares baixos, próximos a áreas de lazer, onde não bate sol ou de frente para ruas muito barulhentas, tendem a custar mais barato e não podem ser comparados com imóveis mais "nobres" no próprio empreendimento como referência de preços. "São as unidades que normalmente ficam encalhadas."

6) Avalie a construtora

Antes de comprar, visite outros imóveis feitos pela construtora e converse com os compradores. Verifique se não há reclamações sobre pisos desnivelados, paredes tortas e outros problemas com a construção.

7) Verifique a documentação

Antes de comprar imóveis na planta, Tapai explica que o interessado deve consultar o histórico da construtora, checando o CNPJ da empresa no Procon, no site do Tribunal de Justiça, nos sites de reclamações, na prefeitura e no Cartório de Registro de Imóveis, entre outros.

No caso de imóveis usados, é preciso pesquisar informações como a matrícula atualizada, consultar o Tribunal de Justiça para buscar ações ou dívidas do mutuário anterior, além de pesquisas em cartórios de protesto. Ele também recomenda o acompanhamento de um arquiteto ou engenheiro para analisar as condições físicas do imóvel.

Observe com atenção as cláusulas contratuais, em especial as que estabelecem as condições de pagamento e ocupação do imóvel. Verifique ainda qualquer demanda judicial existente que possa afetar o imóvel e possíveis dívidas pendentes, como IPTU e condomínio. O imóvel é a garantia dessas dívidas, e a execução recai sobre o atual proprietário, que pode até mesmo perder o imóvel caso elas não sejam pagas.

8) Pesquise os preços

É importante pesquisar os preços dos imóveis com antecedência, o valor do metro quadrado da região que quer comprar, comparar as ofertas. "Por isso que não é aconselhável querer comprar no feirão sem ter feito muita pesquisa antes. É preciso visitar muito imóvel antes de se decidir por um", diz Prata. Na hora que estiver no feirão, é interessante ter acesso próprio à internet, por meio de um smartphone, tablet ou computador, para poder pesquisar se os preços são ofertas de verdade.

Para fugir de falsas ofertas, procure anúncios de imobiliárias ou corretores de alguns meses atrás. Para fazer essa pesquisa, Prata sugere que procure no site de busca o nome do empreendimento ou endereço e vá buscando as páginas mais antigas. Pesquise também o custo do condomínio, para saber se vai poder arcar com a despesa. Lembre-se que uma boa infraestrutura de lazer representa mais custos. Para ter uma estimativa do preço futuro do condomínio, no caso de imóveis que ainda não estão prontos, Prata sugere que o interessado faça uma pesquisa em outros empreendimentos que já estejam prontos e tenham características semelhantes na mesma região. Outra dica é pesquisar em sites de vendas e aluguel de imóvel.

9) Guarde os folhetos de propaganda

Peça e guarde todos os folhetos de propaganda que informem as características da casa ou apartamento, como metragem e itens gratuitos, além de prazo de entrega e condições de pagamento. Os documentos servem de prova, caso haja propaganda enganosa ou atraso na entrega.

10) Comprar x alugar 

Pense bem antes de comprometer sua renda em um imóvel. Quem está no início de carreira ou está formando uma família que pode aumentar em breve poderá se arrepender em pouco tempo, caso compre um imóvel e depois descubra que precisa se mudar de cidade ou até mesmo comprar uma casa maior.

Prata lembra que alugar um imóvel mais barato durante um tempo também pode ser uma boa estratégia para economizar e juntar uma entrada maior para financiar menos. "Quanto menos financia, menos juros paga", diz.

 

 

 

Por Sophia Camargo 

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