Quando o imóvel corre o risco de ir a leilão


Distrato e Desistência

A compra de imóveis normalmente é realizada com a utilização de financiamentos imobiliários. São contratos de longa duração nos quais as instituições financeiras exigem como garantia do pagamento o próprio imóvel.

Para dar maior garantia aos bancos e incentivar o crédito imobiliário, criou-se, em 1997, a lei da alienação fiduciária, que assegura a rápida retomada do imóvel para o pagamento da dívida.

Antes do advento da lei, a garantia normalmente era a hipotecária e, por esse sistema, é preciso uma ação judicial para realizar a cobrança e depois executar a dívida, o que levava vários anos para que a instituição financeira recuperasse o crédito.

Com a nova sistemática em caso de inadimplência, os agentes financeiros não precisam mais de ação judicial para retomar o imóvel e revendê-lo por meio de leilão. Tudo ocorre de forma judicial e extremamente rápida, ou seja, independentemente de qualquer processo, o imóvel é retomado.

Quando o comprador do imóvel deixa de pagar as parcelas para o financiador, normalmente três parcelas consecutivas, a instituição financeira faz uma notificação por meio de cartório para que o pagamento da dívida seja realizado em 15 dias, sob pena de perder o imóvel.

Para quem recebe a notificação, isso parece simplesmente uma carta de cobrança e muita gente deixa passar o prazo imaginando que ainda pode renegociar a dívida e, quando se atentam para o problema, pode já ser tarde.

Passados os 15 dias, os bancos normalmente não aceitam mais o pagamento, mesmo que o cliente tenha o dinheiro para pagar toda a dívida, pois alegam que já consolidaram a propriedade; em outras palavras, já passaram o imóvel para o seu nome.

Mas, para casos como esse, há solução. É preciso levar em conta que uma pessoa que deixa de pagar três ou quatro parcelas não é um devedor ou caloteiro. Existem diversos motivos que podem deixar o comprador momentaneamente sem recursos, mas isso se resolverá.

Por exemplo, alguém que tem uma indenização para receber e o pagamento atrasou; outra pessoa que venderia o carro para pagar as prestações e a negociação demorou mais que o esperado; pessoas que têm dinheiro no FGTS e outras tantas situações que existem os recursos, mas precisavam de um pouco mais de prazo para pagar.

Atraso na Entrega de Obras

Tapai na Mídia


Decisões Judiciais




Consulte-nos